1. Qual a missão e os principais objetivos da fundação?
A Fundação Kees Eijrond (KEF) foi fundada em 1991, em Utreque, com o objetivo de apoiar a criação artística e o desenvolvimento cultural. Nos últimos 30 anos, já apoiou inúmeros projetos culturais. Em 2022, a Fundação abriu uma representação permanente em Lisboa, local de residência do seu fundador, onde atualmente concentra a sua programação cultural. A missão da Fundação, aprovada pelo seu Conselho de Administração, consiste na prática em:
Apoiar a criação artística nas suas mais variadas expressões, como Teatro, Dança, Literatura, Música, Artes Visuais, Cinema e Património Arquitetónico, Ecológico e Paisagístico.
Apoiar projetos transdisciplinares que promovem o conhecimento e contribuem para o debate na contemporaneidade.
Apoiar ações sociais e pedagógicas que desenvolvem dinâmicas de capacitação de comunidades em áreas de baixa densidade artística.
2. Quais são as principais áreas de intervenção da fundação e projetos em destaque atualmente?
Incentivo ao desenvolvimento de projetos artísticos, por meio de seu Programa de Residência Artística, que acolheu 10 candidatos e mais 7 criadores e pensadores, em parceria com outras instituições culturais, no último ano, o seu Programa de exposições de arte contemporânea, que procura dar visibilidade a artistas emergentes, e o Programa de Debates sobre temas da atualidade.
3. Quais são os objetivos da Fundação a curto e longo prazo?
A Fundação, como gosta de enfatizar o seu Fundador, Kees Eijrond, é um projeto de cem anos. Sua construção implica um trabalho cuidadoso de escuta da comunidade cultural em Portugal e de uma abertura e flexibilidade para atuar de forma horizontal nos cenários que vão emergindo. No processo, a Fundação procura consolidar parcerias e dinamizar a área do seu entorno, contribuindo para a criação de um polo cultural.
4. O que motivou a fundação a associar-se ao Centro Português de Fundações e que expectativas tem em relação a esta parceria?
O reconhecimento da importância do trabalho desenvolvido pelo CPF, indispensável para o fortalecimento do setor. O Centro Português de Fundações empenha uma voz coletiva na promoção de boas práticas, rigor, transparência e profissionalização embasada em estudos, formação e recomendações técnicas. Desde que a KEF abriu sua representação em Portugal, almejou fazer parte da sua plataforma de diálogo e rede de parcerias que potencializam a inovação social. Como integrantes do CPF, acreditamos que poderemos contribuir também para reforçar a legitimidade do sector e conscientizar a sociedade para a importância da filantropia e do investimento em causas de interesse coletivo.
5. Spotlight é uma nova rubrica que gostaríamos de dinamizar no sentido de cada fundação promover uma ou causa ou iniciativa. Qual seria a da Fundação?
O Prémio Joge Salavisa de Dança, organizado pela Fundação Gulbenkian, em parceria com várias instituições europeias. Ao homenagear o legado do bailarino, professor e diretor artístico Joge Salavisa, o Prêmio impulsiona trajetórias cuja relevância possa ter sido limitada pelo seu discurso artístico, sua origem social ou cultural. Além da distinção financeira no valor de 150 mil euros, o artista galardoado tem a oportunidade de apresentar o seu trabalho e ganhar reconhecida visibilidade nos palcos das instituições parceiras. O Prêmio tem importância inequívoca para o fundador da KEF pela sua abordagem inclusiva, alinhada com os princípios da Fundação, mas também porque se inscreve num ponto sensível, o da relação de grande amizade entre Kees Eijrond e Jorge Salavisa.